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Ascensão de programas de educação técnica no Brasil

A última década testemunhou um aumento sem precedentes na ênfase dada ao papel da educação e formação profissional no Brasil. Esta situação tem-se caracterizado por um fluxo crescente de recursos do governo para a educação e formação profissionais e por um aumento substancial do número de matrículas. Particularmente a partir de 2011, com o lançamento do programa PRONATEC como uma das principais iniciativas emblemáticas do Governo da presidente Dilma Roussef, o VET ganhou ainda mais visibilidade.

A cobertura do ensino e formação profissional no Brasil é baixa, mas tem uma tendência crescente. Em comparação com os cursos de ensino geral ao longo do tempo, o caminho é claro: a educação para o EFP está a ganhar ímpeto, atraindo mais estudantes que, de outra forma, seguiriam uma via puramente geral.

A inscrição nos cursos de EFP ainda representa uma pequena parte do total do ensino secundário no Brasil, mas aumentou notavelmente nos últimos anos. A despesa do Governo Federal com o ensino profissional aumentou de 0,04% do PIB em 2007 para cerca de 0,2% do PIB em 2013. Como resultado, em 2007, 9% do total de estudantes matriculados no ensino secundário geral também estavam matriculados em um programa de EFP, enquanto em 2013, este número atingiu 17%.

No que se refere à oferta de EFP, embora as instituições privadas ainda Matriculem menos estudantes do que as instituições públicas, a sua importância está longe de ser negligenciável. Estas instituições desempenham um papel importante na EFP no Brasil, com especial atenção ao chamado Sistema S, que é gerido privadamente, mas recebe fundos públicos através de impostos sobre os pagamentos das empresas. O sistema S é responsável pelo fornecimento de aproximadamente 43% da educação profissional e técnica no Brasil.

A par dos inegáveis avanços relativos à recente vaga de EFP no Brasil, há também vários desafios. Os desafios relacionados aos estudantes e provedores de EFP no Brasil são multidimensionais e se estendem por toda a experiência estudantil desde a entrada de um estudante em um programa de EFP, passando pela retenção escolar até a transição dos alunos para o mercado de trabalho. Entre os principais desafios que se colocam ao EFP no Brasil estão a inadequação entre a oferta e a procura de competências profissionais, a evasão escolar e a falta de transparência por parte do governo e dos fornecedores de EFP.

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